Entao a gente passa anos sentindo que tem que cair na vida e ganhar o mundo; estuda, trabalha, faz o possivel para nao parar, para conhecer e ver mais do que tem-se diante dos olhos ou ao alcance das maos. Entao, um dia, a gente descobre que jà nao dà pra ir à pé até casa dos pais ou dos amigos mais queridos, que tem um oceano às costas, que jà viu tantos lugares e lembra de alguns perfeitamente. Mas nada, nada mesmo que se tenha visto se compara àquilo que nos forjou e deu consistencia para nao desmoronarmos diante do mundo e das dificuldades.
Um dia, abrimos os olhos e o projeto divino, que uns chamam destino, parace ter-se cumprido porque jà nao hà metas absolutas e nao hà nada mais assim tao forte que nos empurre para mais além de tudo o que jà vimos e jà somos. Nao hà cansaço nesse despertar, hà consciencia, resignaçao, curiosidade ainda e força para o que der e vier mas hà sobretudo certeza de ter visto muito e esse muito começa a bastar.
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Acordei pensando em quantas vezes ainda vou mudar de endereço.
Um dia, abrimos os olhos e o projeto divino, que uns chamam destino, parace ter-se cumprido porque jà nao hà metas absolutas e nao hà nada mais assim tao forte que nos empurre para mais além de tudo o que jà vimos e jà somos. Nao hà cansaço nesse despertar, hà consciencia, resignaçao, curiosidade ainda e força para o que der e vier mas hà sobretudo certeza de ter visto muito e esse muito começa a bastar.
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Acordei pensando em quantas vezes ainda vou mudar de endereço.